quinta-feira, 7 de março de 2013

Apenas vivendo

Vou vivendo enquanto dá, enquanto a corda não arrebenta e enquanto meu dia está calmo, tranquilo, sereno. Vou vivendo enquanto não me descubro só, enquanto a crise de existência não vem, enquanto o metrô não chega, enquanto todos foram embora e me deixaram e assim me fizeram um grande favor. Vou vivendo porque a gente têm que fazer isso: é viver, levantar a cabeça, ser feliz e tentar; ou morrer no pó, no ácido, sem ter conhecido nem experimentado as adrenalinas da decepção. Afinal viver é um soco no estômago, como diria Clarice Lispector.

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